Evento aconteceu nos dias 27 e 28 de Abril, com cerca de 4 mil profissionais da área tecnológica saíram do Fórum de Infraestrutura e Políticas Públicas e Colégio de Inspetores 2026 com propostas e soluções que contribuirão para o desenvolvimento sustentável e inovador dos municípios. Promovido pelo Crea-SP nos dias 27 e 28 de março, na Arca, em São Paulo, os eventos trataram de temas sobre Logística e Mobilidade; Governança, Saneamento e Meio Ambiente; Desenvolvimento e Planejamento Urbano; Agricultura, Abastecimento e Bioeconomia; Transição Energética e Climática; e Inovação, Tecnologia e Gestão Pública.   

 

 

Após dois dias de debates, profissionais saem com propostas concretas para inovação e desenvolvimento sustentável

A infraestrutura brasileira ganhou um novo capítulo. Cerca de 4 mil profissionais da área tecnológica saíram do Fórum de Infraestrutura e Políticas Públicas e Colégio de Inspetores 2026 com propostas e soluções que contribuirão para o desenvolvimento sustentável e inovador dos municípios. Promovido pelo Crea-SP nos dias 27 e 28 de março, na Arca, em São Paulo, os eventos trataram de temas sobre Logística e Mobilidade; Governança, Saneamento e Meio Ambiente; Desenvolvimento e Planejamento Urbano; Agricultura, Abastecimento e Bioeconomia; Transição Energética e Climática; e Inovação, Tecnologia e Gestão Pública.   

“O Crea-SP quer acompanhar as necessidades dos municípios, mas, para além disso, nós queremos antecipá-las. Queremos oferecer o suporte técnico necessário para que cada liderança e cada gestor deste país tome decisões respaldadas pela ciência e pela técnica. Não tenho dúvidas de que neste fim de semana conseguimos avançar em passos largos para alcançar este objetivo”, detalhou a presidente do Crea-SP, engenheira Lígia Mackey.  

Além do conteúdo técnico apresentado, os encontros também se destacaram como espaços de atualização contínua e conexão entre profissionais de diferentes áreas e cidades. O Eng. Agr. Davi Papini, inspetor em Brodowski, classificou os eventos como uma oportunidade para trocar experiências e adquirir conhecimento. “É muito importante participar desses eventos para fazer networking e se atualizar”, disse. 

Análise e tomada de decisão   

O Fórum de Infraestrutura e Políticas Públicas e Colégio de Inspetores 2026 teve como base os eixos do Infra-BR, índice nacional desenvolvido pelo Confea que mapeia a realidade da infraestrutura no país e auxilia na formulação de políticas públicas e na definição de prioridades para investimentos.   

A Eng. Isabelle Gama, de Araçatuba, avaliou a nova ferramenta como uma importante solução para a categoria e a gestão pública. “A infraestrutura é o que permite enxergar o desenvolvimento real de um município. A Engenharia traz a lógica e a eficiência que as cidades precisam para resolver seus desafios”, comentou.   

Baseado em dados públicos e oficiais, o Infra-BR analisa o desempenho da infraestrutura nos 27 estados. “Esses dados são para todo mundo: para a mídia, para qualquer cidadão, para o engenheiro, para o gestor público. E para que a gente possa, por todos os lados, enxergar como contribuir para a melhoria da infraestrutura do nosso país”, frisou o presidente do Confea, Eng. Vinicius Marchese, ao apresentar a plataforma ao público.    

De acordo com o assessor da Presidência do Confea, Alexandre Borsato, o índice permite análises entre estados, identificação de desigualdades regionais, monitoramento de avanços e apoio à formulação de políticas públicas, investimentos e estratégias de longo prazo. “Esses dados vão nos ajudar a embasar os tomadores de decisão. Esse trabalho vai trazer um benefício grande para as outras gerações”, ressaltou. 

Inovação e qualificação do debate 

Para a Eng. Rosana Cristina dos Santos, inspetora especial do Crea-SP em Jundiaí, os eventos abordaram assuntos necessários para fortalecer a atuação profissional. “Eventos como este, que discutem o processo urbano e a contribuição das cidades, são fundamentais para que possamos levar na bagagem um olhar focado em questões como adensamento, saneamento e mobilidade. Afinal, as políticas públicas e a defesa do meio ambiente passam diretamente pela Engenharia. Tudo nasce daquilo que nós, como profissionais e inspetores, pensamos e fiscalizamos”, destacou.   

O Fórum de Infraestrutura e Políticas Públicas e Colégio de Inspetores 2026 foi um espaço para construir propostas e integrar profissionais e lideranças. Segundo a Eng. Flávia Boer, os eventos contribuíram para o aprimoramento dos engenheiros, agrônomos e geocientistas. “Nós precisamos ter um olhar técnico para os problemas das nossas cidades e o Sistema está trazendo essa força de capacitar os profissionais para que a gente possa levar as nossas demandas para as autoridades de cada cidade”, observou.  

Veja a cobertura completa no site e no Instagram do Crea-SP.  

 Produzido pela CDI Comunicação 

O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de São Paulo (Crea-SP) está realizando uma pesquisa com profissionais registrados das áreas de Engenharia, Agronomia, Geociências, Tecnólogos e Design de Interiores. O objetivo é ouvir a categoria e coletar percepções sobre a atuação do Conselho e seus canais de comunicação.

A pesquisa será enviada a uma amostra de profissionais por meio de diferentes canais de contato, como e-mail, WhatsApp e URA (Unidade de Resposta Audível). O processo de coleta é totalmente automatizado e poderá alcançar até 150 mil profissionais registrados no estado de São Paulo.

A iniciativa busca reunir informações e percepções dos profissionais sobre os serviços, campanhas e formas de comunicação do Conselho, além de identificar oportunidades de melhoria na relação com a categoria.

Caso receba o convite para participar da pesquisa, o Crea-SP reforça a importância da colaboração dos profissionais, cuja participação contribuirá para aprimorar as ações e iniciativas do Conselho voltadas à comunidade profissional.

O Crea-SP reforça que, durante a pesquisa, não serão solicitados dados bancários, atualização de cadastro, envio de documentos ou senhas pessoais. Embora a pesquisa seja essencial para os futuros projetos do Conselho, a participação no questionário é totalmente voluntária, e o entrevistado não será obrigado a respondê-lo.

No dia 21.03, foi inaugurado o 40º CreaLab Coworking, na Associação dos Engenheiros de Rio Claro.Foi entregue aos associados e estudantes da área,  um espaço gratuito, moderno e pensado para os profissionais trabalharem e desenvolverem novas conexões.

Mais do que um espaço físico, o CreaLab é sobre oportunidade, conexão e valorização de quem faz a engenharia acontecer todos os dias.

A abertura da 2ª Reunião do Colégio de Presidentes do Sistema Confea/Crea e Mútua, nesta quinta-feira (19), foi marcada pela apresentação da nova carteira de identidade profissional em versão física e digital, que passará a ser enviada diretamente ao endereço dos registrados. “Temos uma solução nacional para emissão de carteiras”, anunciou o presidente do Confea, eng. telecom. Vinicius Marchese, durante a entrega simbólica do novo documento aos presidentes de Creas.

O modelo incorpora elementos visuais de autenticação e recursos avançados de segurança, como QR Code para validação, fundo reagente à luz UV e tinta antistoke IR, evidenciando o foco em antifraude e na padronização nacional. Pela proposta, a nova carteira será confeccionada em empresa especializada contratada pelo Confea e enviada aos Creas ou para o endereço cadastrado pelo profissional, conforme solicitação. A ideia, segundo o Confea, é modernizar os serviços, ampliar a confiabilidade das informações cadastrais e alinhar o Sistema às diretrizes de transformação digital da administração pública.

Agenda parlamentar
lançamento da Agenda Legislativa Prioritária do 2026 realizado na quarta-feira (18), na Câmara dos Deputados, também foi destacado pelo presidente Marchese. “Nossa estratégia no Congresso é gerar conhecimento sobre o que é importante para o Sistema e avançar em busca da tramitação de projetos, como foi com os do Salário Mínimo Profissional, o PL 1024/2020 e o PL 626/2020”, afirmou ao agradecer o apoio dos presidentes de Creas.

CREA AQUI
Ainda pela manhã, os presidentes dos Regionais tiveram a oportunidade de participar da segunda edição do CREA AQUI. Promovido pelo Crea-RJ no mesmo local do CP, o evento já entrou para o calendário fluminense e se consolidou como o maior encontro das engenharias, agronomia e geociências do estado. “São 6 mil inscritos, entre estudantes e profissionais, no CREA AQUI”, comemorou o presidente do Regional carioca, eng. civ. Miguel Fernández.

Voltado à valorização profissional e à difusão de informações atualizadas, o encontro reúne podcasts com cases da engenharia, feira tecnológica, palestras técnicas, debates e painéis, como o apresentado pelo presidente Miguel Fernández sobre o sistema inteligente do Crea-RJ, que promete coibir fraudes na Anotação de Responsabilidade Técnica (ART). Com a nova ART do Crea-RJ, os maus profissionais serão expostos, já que o documento será georreferenciado, parametrizado e integrado a um banco de dados, permitindo uma atuação mais eficiente da fiscalização do Conselho.

Câmara de Mediação e Arbitragem
Durante a reunião, foi apresentada a proposta de resolução para a criação, opcional, de câmaras de Mediação e Arbitragem dos Creas, voltadas à gestão de procedimentos extrajudiciais de solução de controvérsias nas áreas de engenharia, agronomia e geociências. A proposta também se justifica por sua aptidão para conferir maior celeridade, eficiência e racionalidade à solução de litígios.

O presidente eng. civ. Marcos Gervásio apontou que a câmara de arbitragem já tem sido utilizada pelo Crea-MG para oferecer a mediação por meio de convênios com vários municípios mineiros. A criação foi saudada pelo presidente do Crea-ES, eng. agr. Jorge Silva. O presidente eng. civ. Lamartine Moreira (Crea-GO) destacou que “as empresas de engenharia estão indo procurar respaldo em outros lugares. Por que não criar essa câmara de arbitragem para resolver no nosso Conselho?”. O presidente do Crea-MT também manifestou que os conflitos podem ser resolvidos pela câmara arbitral. “Cada um poderá fazer seu regimento. Nós temos que entrar porque hoje estão aparecendo arquitetos especialistas em estruturas e em outras áreas. A gente tem muitos mecanismos para ajudar os nossos clientes. Alguns Creas vão deixar para depois, mas acho que é uma ferramenta que a gente tem que ter à nossa disposição”, afirmou o engenheiro civil Juares Samaniego.

Julianna Curado e Henrique Nunes
Equipe de Comunicação do Confea, com informações do Crea-RJ

O Confea lança nesta segunda-feira  (16) o Infra-BR, plataforma que avalia, estado por estado, as condições de infraestrutura do país em seis dimensões e 67 indicadores.

A ausência de mapeamento da infraestrutura local pode levar a falta de investimentos necessários para o crescimento econômico e melhora na qualidade de vida da população. Um relatório do Banco Interamericano de Desenvolvimento mostrou que o Brasil investe apenas 2% de seu PIB em infraestrutura quando seriam necessários pelo menos 4,5% do Produto Interno Bruto em aplicação no setor. Em paralelo, o relatório de “Revisão da Integridade da OCDE sobre o Brasil 2025” apontou a falta de transparência relacionada ao tema como um dos gargalos para o crescimento.  Ampliar o investimento de forma eficiente, porém, exige diagnóstico e informação qualificada sobre a realidade de cada território, o que significa saber onde estão os maiores problemas, quais estados têm mais urgência e quais segmentos oferecem maior retorno social e econômico.

Para atender a essa necessidade, o Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) desenvolveu o Infra-BR – Índice Confea de Infraestrutura do Brasil. A plataforma, de acesso público e gratuito, reúne dados sobre as 27 unidades da federação em uma escala de 0 a 100, organizados em seis dimensões, 20 componentes e 67 indicadores. O índice, elaborado em parceria com a mesma equipe que desenvolveu o  IPS-Brasil (Índice de Progresso Social) e seguindo o da American Society of Civil Engineers (ASCE), utilizado há décadas nos Estados Unidos, permite que os estados sejam classificados em notas relacionando o que já foi feito com o que precisa ser feito visando alcançar melhores resultados. Esse mapeamento cria ferramentas que possibilitam o gestor a saber em quais áreas destinar mais verbas.

“A infraestrutura é um desafio para o desenvolvimento brasileiro, mas o maior obstáculo é identificar onde aplicar os recursos, em qual estado e em qual segmento. Com esses indicadores, será possível distinguir o que é urgente do que pode ser planejado, fortalecendo a lógica de priorização baseada em evidências”, afirma o presidente do Confea, engenheiro Vinicius Marchese. “O índice desenvolvido pelo Confea, portanto, pode ser um importante instrumento para a tomada de decisão por parte das lideranças políticas e dos administradores públicos”, complementa Vinicius Marchese.

O mapa mostra que a diferença entre regiões e estados puxa a média nacional para baixo. De um lado, o Distrito Federal, com 74,67 pontos. Do outro, o Acre, com apenas 28,46. Enquanto isso, dos oito estados com nota acima da média nacional, seis pertencem ao Sul e Sudeste. No extremo oposto, cinco dos sete estados com as piores notas estão na região Norte. No Nordeste, o saneamento básico se destaca como o maior gargalo: Pernambuco registra 31,02 pontos nessa dimensão, o Maranhão, 18,85, e o Acre – pior colocado geral – chega a apenas 11,28 pontos em saneamento. Para efeito de comparação, o Paraná marcou 76,29 na mesma dimensão, enquanto o DF chega a 80,19.

Os indicadores podem ser utilizados para transformar políticas de Estado e modernizar a gestão com informações padronizadas e atualizadas ano a ano. Ao identificar vulnerabilidades territoriais, os apontamentos também permitem levar em consideração as ações de combate aos riscos climáticos e ineficiência operacional. Além disso, servem a população para que os moradores acompanhem e saibam quais são os desafios locais e regionais.

O  Infra-BR – Índice Confea de Infraestrutura do Brasil está disponível de maneira gratuita no site do Confea ou no site do Infra-BR: www.infrabr.org.br

O que o índice mede
O Infra-BR cobre os eixos em que a engenharia tem capacidade direta de atuação, organizados em seis dimensões:

Energia e Conectividade – telecomunicações, geração, transmissão e distribuição;
Mobilidade – deslocamento intramunicipal, portos, escoamento de carga, rodovias e aeroportos;
Água – qualidade e distribuição (dimensão separada pela sua criticidade para a vida humana);
Bem-Estar Social e Cidadania – saúde, educação, moradia, assistência social, cultura e esporte;
Meio Ambiente e Resiliência – adaptação climática, cobertura vegetal e conservação;
Saneamento Básico –  resíduos sólidos e esgoto.

Ao estabelecer métricas padronizadas e comparáveis ao longo do tempo, o Infra-BR permite monitorar avanços e identificar tendências estruturais além de ciclos de gestão. A continuidade de dados favorece a formulação de políticas de Estado, sustentadas por evidências e por monitoramento permanente, em vez de iniciativas pontuais, caracterizadas pela falta de comparativos.

“Sem métricas claras, governos podem acabar concentrando esforços apenas na execução orçamentária sem avaliar se os investimentos estão, de fato, produzindo resultados concretos para a população. Um índice permite identificar gargalos, desigualdades territoriais e lacunas de informação”, observa Telma Hoyler, doutora em Ciência Política pela USP e consultora de políticas públicas e integrante da equipe de formulação do Infra-BR – Índice Confea de Infraestrutura do Brasil.

Participação das mulheres consolida políticas de equidade, inspira novas trajetórias e muda a cultura institucional

Entre atendimento à sociedade, processos de fiscalização e decisões que orientam o exercício profissional, o Crea-SP também espelha avanços em sua própria estrutura. Neste Dia Internacional das Mulheres, o Conselho apresenta um cenário de maior presença feminina em cargos de liderança. Desde que a atual presidente do Crea-SP, engenheira Lígia Mackey, se tornou a primeira mulher a liderar o Conselho em mais de 90 anos de história, outras transformações passaram a se consolidar. Esse movimento institucional também vem se ampliando. Para a gestão de 2026, a autarquia conta com cinco mulheres atuando como coordenadoras e coordenadoras-adjuntas de Câmaras Especializadas, três diretoras, além de profissionais que ocupam posições nas superintendências e nas coordenações de comissões e comitês.

O cenário também muda no que tange à inserção feminina da carreira na área tecnológica. Dados da Superintendência de Tecnologia e Inovação do Conselho (SUPTEC) confirmam que quase 55 mil mulheres estão registradas no Crea-SP. Ação corroborada também no âmbito nacional. De acordo com o Mini-Censo do Confea, realizado em parceria com a Quaest e divulgado em maio de 2025, nos últimos cinco anos o crescimento dos registros femininos foi de 36%, enquanto o de masculinos alcançou 24%.

Avanços, ainda que paulatinos, muito significativos para a agenda de Diversidade, Equidade e Inclusão da autarquia. “Não basta crescermos em números. Precisamos garantir que essas profissionais permaneçam e evoluam com condições reais para disputar os espaços de decisão. A transformação acontece quando a equidade deixa de ser discurso e passa a integrar a cultura da instituição. E como é gratificante ver esse movimento acontecer no Crea-SP”, exclama a presidente Lígia.

A mudança ganha contorno na experiência de quem ocupa esses espaços. Para as profissionais, a chegada aos cargos de liderança representa uma conquista coletiva aliada à certeza de que estão no caminho certo. “Quando me formei, éramos poucas na turma. Ocupar a Diretoria Técnica e ter coordenado a Câmara Especializada de Agronomia (CEA) não é sobre um cargo, é mostrar que o nosso lugar é onde decidimos estar, seja no campo, na academia ou na tomada de decisão do maior Conselho profissional do país”, destaca a Eng. Agr. Gisele Herbst Vazquez, diretora Técnica do Crea-SP.

Na mesma perspectiva, a conselheira e coordenadora da Câmara Especializada de Engenharia Química (CEEQ), Eng. Quim. Nelize Maria de Almeida Coelho, ressalta o alcance coletivo dessa presença. “Ocupar um espaço de liderança no Crea-SP, representa responsabilidade, representatividade e compromisso com as próximas gerações. Quando uma mulher ocupa uma posição de liderança, não ocupa apenas por si, ela amplia o horizonte de outras mulheres”.

Para as jovens que acompanham esse cenário, a mensagem é de estimulo. “Não deixem que digam onde vocês podem ou não chegar. A Engenharia precisa da sensibilidade, da inteligência e da capacidade de liderança das mulheres. Há espaço, e, se ainda não houver, nós abrimos”, enfatiza Nelize.

Reconhecimento institucional

A política institucional também ganha destaque, como ocorre com o sucesso do Programa Mulher, estruturado para promover formação, qualificação e acesso a oportunidades que só em 2025 alcançou mais de 25 mil pessoas com capacitações, mentorias e eventos. Esse compromisso também encontrou reconhecimento externo. O Crea-SP acaba de conquistar o Selo Ouro de Certificação em Boas Práticas no Combate à Violência Contra as Mulheres – Prática Recomendada (PR) 1019, concedido pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), por meio do programa Nós por Elas.

“Que esse movimento inspire outras instituições e empresas a promoverem ambientes cada vez mais inclusivos, onde competência e liderança feminina sejam valorizadas e respeitadas. Seguimos construindo caminhos para as próximas gerações”, pontua a coordenadora do Comitê Gestor do Programa Mulher, Eng. Civ. Priscila Bezerra.

Produzido pela CDI Comunicação

Reconhecimento da ABNT atesta a maturidade das políticas institucionais de enfrentamento e o fortalecimento de ambientes mais seguros e equânimes dentro e fora do Conselho

Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública apontam que o Brasil registra, em média, quatro feminicídios por dia, revelando a dimensão crítica da violência de gênero no país. É nesse contexto que o Crea-SP reafirma seu compromisso com o enfrentamento dessa realidade com resultados que seguem se consolidando. Durante a Sessão Plenária de fevereiro, o Conselho recebeu o Selo Ouro de Certificação em Boas Práticas no Combate à Violência Contra as Mulheres – Prática Recomendada (PR) 1019, concedido pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), por meio do programa Nós por Elas (NPE).  

A conquista reforça a responsabilidade do Conselho diante de uma pauta que exige ação contínua. O reconhecimento sucede a certificação bronze obtida anteriormente e mostra o amadurecimento das políticas implementadas, que incluem capacitações, recursos de acolhimento, medidas preventivas e ações de conscientização direcionadas ao público interno e à sociedade. Trata-se da validação de que a instituição segue alinhada às práticas que visam a promoção de ambientes seguros e equânimes. 

“Essa conquista não é um ponto de chegada, é a confirmação de que estamos no caminho certo. O que nos trouxe até aqui foi trabalho contínuo para tratar a pauta com a devida seriedade. Seguiremos avançando e consolidando uma cultura de respeito dentro e fora do Conselho. Nosso compromisso é manter essa agenda viva, com responsabilidade e resultados”, afirmou a presidente do Crea-SP, engenheira Lígia Mackey. 

Na mesma ocasião, foi homologada a adesão ao Pacto Ninguém Se Cala, firmado com o Ministério Público do Estado de São Paulo e a Procuradoria Regional do Trabalho da 2ª Região. O documento estabelece a adoção de iniciativas de caráter preventivo, orientadas pela perspectiva de gênero, com foco no enfrentamento da cultura da violência, assédio e outras formas de violação de direitos nos ambientes de trabalho e em espaços institucionais. 

“A violência contra a mulher no Brasil não é um problema exclusivo das mulheres, é uma questão de toda a sociedade. Precisamos contar com a participação dos homens como aliados no enfrentamento dessa realidade. O Ministério Público do Trabalho está à disposição para o que for necessário”, disse a procuradora regional, Adv. Adriane Reis de Araújo, representando o Ministério Público do Trabalho. 

Na mesma linha, a promotora de Justiça, Adv. Juliana Mendonça reforçou o caráter transformador do compromisso assumido. “O pacto é justamente um chamamento para que todos nós não nos silenciemos diante de violências praticadas contra as mulheres. Que sejamos capazes de ouvir, acolher e transformar”, pontuou. 

“Estamos vivendo um momento muito triste no país em que a violência contra as mulheres é um problema cultural. O Crea-SP tem uma singularidade importante na sensibilização da sociedade, e, ao abraçar essa causa, também demonstra a relevância de seu papel. A certificação é uma das ações que contribuem para mudar esse cenário”, exclamou o presidente da ABNT, Eng. Mário William Esper (acima). 

Produzido pela CDI Comunicação